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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026

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DATAFOLHA: Em um cenário tão acirrado, a estabilidade nos indicadores pode favorecer a campanha de Lula na reta final

Folha TV recebeu informações da FESPSP

DATAFOLHA: Em um cenário tão acirrado, a estabilidade nos indicadores pode favorecer a campanha de Lula na reta final
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Mesmo em empate técnico com Flávio Bolsonaro por 47% a 45% no segundo turno, Lula ainda mantém liderança numérica reforçada na última pesquisa Datafolha pela queda de 2 pontos na avaliação negativa do governo
 

Na reta final da disputa presidencial, a nova rodada da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (24/09) traz boas e más notícias para ambos os candidatos na liderança, segundo os analistas políticos do Labop FESPSP (Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo). Por um lado, os resultados confirmam a consolidação do cenário de estabilidade e de polarização cristalizada dos votos no presidente e no senador, configurando, de certo modo, a reedição do pleito de 2022, quando a oposição obteve vitória apertada de apenas 1,8% a mais de votos do que o incumbente da época. Por outro, essa mesma estabilidade consistente do presidente na liderança numérica com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro, mostra que depois de semanas com a exposição da crise do Supremo, não houve alteração nas intenções de voto dos principais candidatos.
 

No entendimento do cientista político Hilton Fernandes, divergindo de outros institutos, o Datafolha sinaliza vantagem estratégica para a campanha governista, ao mostrar resiliência de Lula diante do intenso noticiário político recente. O incumbente se mantém “consistentemente à frente de Flávio Bolsonaro, ainda que empatados na margem de erro no cenário de segundo turno (47% contra 45% de Flávio) e no limite da margem de erro no primeiro turno (40% contra 36%)", diz Fernandes.


Mesmo com melhora discreta, a percepção da administração federal também trouxe fôlego técnico para o atual mandatário. Em uma eleição tão acirrada, em que cada ponto pode ser determinante para a vitória, a queda de 2 pontos percentuais na avaliação negativa do governo, passando de 42% para 40%, enquanto a positiva se manteve em 34%, não deixa de ser uma boa notícia para a campanha de Lula, avalia o cientista político.


Metodologias diferentes, resultados diversos


Hilton explica que o comportamento das pesquisas do Datafolha na contramão de levantamentos de outros institutos divulgados nesta mesma semana acende o debate sobre as diferentes metodologias de amostragem. O desenho amostral do Datafolha, por entrevistas em pontos de fluxo nas cidades, pode explicar a manutenção da vantagem lulista.
 

A última pesquisa Datafolha registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00304/2026 foi realizada entre os dias 22 e 24 de setembro com 2.002 eleitores. Seus resultados apresentam margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
 

Quem decidirá a eleição para presidente
 

Com a rejeição também empatada rigorosamente em 45%, a definição do pleito deve caminhar para segmentos específicos do eleitorado, avalia o analista político Beto Vasques, coordenador do Labop. A escolha do próximo presidente está agora, portanto, nas mãos dos eleitores pendulares — aqueles sem posição ideológica que ora pendem para um candidato e ora para outro e que são muito sensíveis ao noticiário — e no perfil da abstenção no dia da eleição.

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