Do Instagram de Sara Goes. Conheci o professor Lejeune Mirhan na rádio em Fortaleza, onde trabalho. Anos depois, durante a pandemia, nos reencontramos no DCM e nos aproximamos. A partir dali, ele deixou de ser apenas um intelectual que eu admirava e passou a ser uma presença importante na minha vida.
Lejeune abria as portas da academia para quem estava fora dela. Era um professor generoso, dedicado ao estudo, mas sem tratar o saber como algo restrito.
Também era editor, publicou uma vasta obra e escreveu a que considero a melhor biografia de Stalin.
Seu objetivo era sempre fazer o conhecimento chegar às pessoas.
Com o tempo, conheci também seu lado afetuoso: mensagens, áudios e até broncas, quase sempre ao lado de sua companheira, a quem chamava de “ursinha”.
É impossível separar o intelectual do amigo. Vou sentir falta de ambos.
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