O ministro da Secom, Paulo Pimenta, avisou pela rede X, antigo Twitter, que sairiam reportagens que "explicam" sobre o 8/1, um ano após a tentativa de golpe dos patriotas apoiadores de Jair Bolsonaro. Tentativa que depredou o STF, o Congresso e o Palácio do Planalto. A comunicação do governo Lula deu um sinal.
Saíram as capas dos jornais, documentários e homepage dos sites. O Globo fez uma entrevista com Lula e com o ministro Alexandre de Moraes. Lula atribuiu responsabilidade a um suposto conluio entre o governador do DF, Ibaneis Rocha, polícias e o próprio Bolsonaro.
Moraes disse ao Globo ena capa da revista Veja que foi ameaçado por pelo menos três planos golpistas, um deles pregando sua prisão e enforcamento na Praça dos Três Poderes.
José Múcio, ministro da Defesa, também falou ao Globo, diminuindo a fervura com militares, para variar. Gilmar Mendes falou com a AFP e com a Folha de S.Paulo, em documentário, responsabilizando Bolsonaro. Rodrigo Pacheco falou. Luis Roberto Barroso falou.
Lula reforça a responsabilidade ao site Metrópoles.
Ministros do STF normalmente não dão entrevistas e falam nos autos. As falas publicadas na imprensa criam um clima de responsabilização.
E prisão? A ver.
Governo Lula acerta nessa comunicação com a mídia corporativa. O Globo, Metrópoles, Folha de S.Paulo, AFP e outras mídias sufocam o bolsonarismo e os crimes de 8 de janeiro de 2023.
Sinto falta da mídia independente de esquerda. E importante lembrar: Quem cobriu bem o 8/1 e suas articulações golpistas foi a revista Fórum a quente, responsabilizando o general Augusto Heleno e o GSI.
Vale rever o documentário da Fórum, cujo primeiro episódio saiu há sete meses.
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