Por Pedro Zambarda, editor.
O piloto Mauro Mattosinho, que denunciou o elo entre o Primeiro Comando da Capital, o PCC do crime organizado, políticos do Centrão e até do empresário Danilo Trento, irá lançar no próximo semestre uma iniciativa de apoio aos denunciantes e combate à corrupção pela esquerda chamada GATO.
Ele conversou com a Folha TV após pelo menos três entrevistas com este que vos escreve,
Mauro, que está sobrevivendo de doações e que não tem uma residência fixa após suas denúncias envolvendo a Táxi Aéreo Piracicaba (TAP) e nomes da política como Antônio Rueda e o "senador Ciro", decidiu aprofundar a sua luta política contra corrupção.
E ele está buscando apoios políticos para este ano de 2026.
Entenda o caso
Em setembro de 2025, numa entrevista ao ICL Notícias, Mauro Caputti Mattosinho disse que Rueda era citado por seu chefe como o líder de um grupo que “tinha muito dinheiro que precisava gastar” na compra de aeronaves, avaliadas em dezenas de milhões de dólares.
Ele transportava regularmente uma dupla que liderava um mega-esquema de lavagem de dinheiro que atendia ao PCC. E afirmou em depoimento à Polícia Federal que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, está entre os verdadeiros donos de quatro dos 10 jatos executivos operados pela empresa de táxi aéreo.
Rueda nega ser dono dos aviões e “repudia com veemência qualquer tentativa de vincular seu nome a pessoas investigadas ou envolvidas com a prática de algum ilícito”, afirmou em nota oficial.
O presidente do União Brasil diz que “já voou em aeronaves particulares em voos fretados por ele ou como convidado”, mas que “nunca participou da compra das aeronaves”. E que costuma realizar seus deslocamentos “em voos comerciais”.
O senador Ciro Nogueira, do PP, também negou ligação com essas denúncias.
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