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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

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Gleisi: “Vamos defender o MST na CPI e mostrar o valor que tem para o país”

Informação dada à Folha Democrata do Boletim do PT

Gleisi: “Vamos defender o MST na CPI e mostrar o valor que tem para o país”
Foto: Divulgação/PT
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Em entrevista ao programa Jornal PT Brasil da TvPT que foi ao ar nesta terça-feira (30), a presidenta do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), falou sobre a CPI do MST que foi instalada na Câmara Federal. Gleisi foi designada como membro suplente dessa CPI pela bancada do PT na Câmara.

Para a presidenta do PT, esta CPI do MST não deveria nem mesmo existir, pois além de já terem sido instaladas outras CPI´s, inclusive durante os mandatos anteriores do presidente Lula, numa tentativa de criminalizar o movimento,  nada foi comprovado. Também não há nenhum objeto determinado para o funcionamento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, conforme determina a legislação.

Gleisi vê no fato uma resposta da oposição à CPMI do Golpe de 8 de janeiro. “A CPI do MST é muito em resposta à CPMI do Golpe do dia 8 de janeiro. Como este pessoal ficou muito no canto, porque, de fato, eles articularam o golpe no dia 8 de janeiro, fizeram uma ofensiva em cima de um movimento social, que é o maior movimento social organizado no Brasil e reconhecido internacionalmente. E que tem contribuído muito para o desenvolvimento do nosso país, inclusive com os assentamentos rurais”, afirmou.

O que eu acho que a gente tem que fazer num caso desses, primeiro defender o MST pelo movimento que ele é, inclusive solidário com outras lutas do povo brasileiro; defender a política nacional de reforma agrária, defender os assentamentos e mostrar o quanto são importantes para o país e dialogar com a sociedade brasileira”, defende Gleisi.

Ela lembrou durante a entrevista que, na CPI do MST, os defensores do movimento são minoria, com apenas 14 parlamentares, enquanto uma ampla maioria de 40 deputados e deputadas são contra. “Então é uma correlação de forças ruim, eles com certeza vão fazer o relatório que eles quiserem. O que precisamos fazer é mostrar para a sociedade quem é o MST, o valor que ele tem para o país, o que são os assentamentos feitos pela reforma agrária, as cooperativas, a produção de alimentos que vai para a mesa do povo trabalhador. Esse é o nosso papel lá e acho que a gente tem conseguido fazer e avançar”, reforça ela.

Durante a sua entrevista ao Jornal PT Brasil, Gleisi Hoffmann fez um resgate da história das vítimas da grilagem de terra ocorrida no país por centenas de anos e da origem do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que surgiu em 1984, ainda durante o regime militar, quando pequenos agricultores foram privados de suas terras alagadas para a construção da usina de Itaipu. Uma grande parte deles inclusive não recebeu nenhuma indenização.

Ela relembrou ainda que nos governos do presidente Lula foram realizados a regularização e assentamentos em mais de 50 milhões de hectares de terras. “Foi uma das maiores ações de reforma agrária no país e isso não trouxe nenhum prejuízo para o agronegócio, para o grande agricultor, ao contrário, possibilitou uma maior produção de alimentos e, portanto, melhores condições de negócios para a nossa economia. A demanda por alimentos é crescente e a grande maioria dos grandes produtores não produz o alimento que vai para a mesa do trabalhador, produzem grãos que vão para a exportação, como milho e soja. Quem produz arroz, feijão, mandioca, o leite, são os pequenos agricultores. Então a gente tem que mostrar isso, a importância do movimento, como ele nasceu e pelo que ele luta”, enfatizou.

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