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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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O covarde voto de Moro para Dino diante de seus extremistas. Por Pedro Zambarda

Impressões de um voto que não foi público

O covarde voto de Moro para Dino diante de seus extremistas. Por Pedro Zambarda
Flávio Dino e Sergio Moro durante sabatina no Senado Federal Pedro França/Agência Senado
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"Não me surpreende o intensivo ataque daqueles que desejam ocupar o cargo que legitimamente conquistei nas urnas, com o apoio do povo paranaense. Aos meus eleitores e apoiadores, digo: não divulgar o voto na indicação de autoridades é uma prerrogativa do parlamentar. O intenso ataque que tenho sofrido do atual governo Lula, de parte do próprio PL paranaense, além das ameaças do PCC, fazem-me agir, nesse momento, com cautela e no exercício efetivo de uma prerrogativa que tenho, tudo de forma a preservar minha independência. Nada disso, porém, contradiz a minha lisura e as bandeiras que sempre defendi e continuarei defendendo no Senado. Nessa linha, hoje, com meu voto, derrotamos o Governo e restabelecemos a desoneração da folha de salários e o Marco Temporal, além de termos conseguido derrubar outros vetos de Lula. Sou oposição e seguirei lutando contra esse Governo. Outras vitórias virão e serão crescentes", disse Sergio Moro, num argumento covarde, na rede social X, o antigo Twitter.

Moro não banca a foto de Gabriela Biló, da Folha de S.Paulo, que foi divulgada mostrando seu abraço em Flávio Dino. E uma foto do jornal Estado de S.Paulo mostrou outra coisa reveladora: Um assessor chamado Mestrão conversando com ele no plenário do Senado.

Mestrão é Rafael Travassos Magalhães, 28. Ele trabalha como auxiliar parlamentar de Moro desde agosto deste ano. Ele recebe um salário de R$ 7.152,04. Antes de assumir o cargo no gabinete de Moro, ele trabalhou com o deputado estadual do Paraná Ricardo Arruda, entre 2016 e 2018. Lá, tinha um salário de R$ 19.551,64.

Magalhães foi citado em uma apuração do MPPR (Ministério Público do Paraná) como uma das pessoas que teriam tido envolvimento com um esquema de "rachadinha" no gabinete de Arruda. Segundo o jornal O Globo, a investigação apontou que "Mestrão" realizava saques e movimentações que teriam indícios de fracionamento.

Hoje Magalhães trabalha com redes sociais. Ele também trabalhou com o ex-deputado federal Fernando Francischini e seu filho, Felipe Francischini, além de ter atuado na campanha do União Brasil no Paraná. O apelido "Mestrão" foi dado porque ele tem o costume de chamar outras pessoas de "mestre" ou "super-mestre", conforme relataram fontes ao jornal.

Com Mestrão ou sem Mestrão, Moro votou em Dino e escondeu seu voto. Foi malhado nas redes sociais. Protegido por Flávio Bolsonaro, que está sendo protegido por algumas figuras do Supremo, e atacado por Deltan Dallagnol, seu ex-parceiro de Lava Jato.

A covardia de Sergio Moro revela também a atual situação da extrema direita brasileira: A vitória de Lula produziu mais estragos além do abraço registrado nas fotografias.

A preocupação de Moro é para não ser cassado.

E para se manter na política, ele fará um pacto com quem tiver que fazer pacto. Porque a Vaza Jato e o Intercept fecharam a porta de retorno dele para os casuísmos do Poder Judiciário.

A covardia de Moro é seu senso de sobrevivência.

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