Michelle Bolsonaro, em ano eleitoral, tenta se viabilizar como candidata feminina da extrema direita, emulando uma tolerância que não existe entre esses extremistas. A professora Elenira Vilela, sindicalista e docente de matemática no IF, deu a tônica do que os setores da esquerda e do progressismo deveriam fazer com Michelle.
"Matá-la" politicamente e juridicamente, pois ela prega intolerância ao lado de setores evangélicos. Sua Igreja, inclusive, fez cultos sem máscara no Palácio do Planalto, negando as medidas sanitárias. Isso está devidamente documentado pela imprensa. Busque sobre o "pastor capeta" no Google e descubra mais sobre.
Por dizer a verdade em uma live do site Opera Mundi no YouTube, junto do militante e ex-presidente do PT, José Genoino, Elenira foi alvo de milícias bolsonaristas que emulam falas nazistas e também atacaram a militante de Recife Karina Santos. Mas os ataques de Elenira não ficaram apenas entre os bolsonaristas.
Os sites de Brasília Metrópoles e Poder360 publicaram títulos desonestos e antiéticos afirmando que Elenira Vilela pregou a eliminação física de Michelle Bolsonaro.
Isso é fake, news, mentira e milho para alimentar hordas bolsonaristas.
Metrópoles, Poder360 e Estadão são os braços na dita "imprensa profissional" para propagar ódio e alimento para a extrema direita.
Isso fica comprovado na coluna do jornalista antagonista Mario Sabino, do Metrópoles e da Revista Oeste, que dá condução para a tese conspiracionista dos bolsonaristas e tenta defender Michelle de supostos ataques. Sabino jura, de pé junto hoje, que também é anti-bolsonarista.
Esses extremistas seniores da imprensa não enganam ninguém.
A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, soltou uma nota neste sábado (13) que dá a tônica do problema que estamos vendo:
Michele Bolsonaro, que gosta de se fazer de santa, incitou nas redes sociais violenta campanha de perseguição contra as companheiras Elenira Vilela, de Florianópolis, e Karina Santos, do Recife. Usa os métodos covardes do bolsonarismo, ameaças, falsificações e fakenews para tentar calar mulheres petistas. Toda solidariedade às companheiras.
Agressão que beira nazismo
Segundo reportagem da revista Fórum, Karina Santos afirmou que recebeu a mensagem por e-mail, onde constavam dados pessoais dela, como o número de CPF. O autor ainda afirma que sabe "onde tu mora, onde sua família vive, tudo". "Tudinho no jeito pra te matar, mas não sem antes de estuprar, sua vagabunda", diz o texto.
Na mensagem, o homem se identifica como "Pablo Ricardo Lodi de Lima", mesmo nome pelo qual o hacker que invadiu em dezembro a conta da primeira-dama Rosangela Silva, a Janja.
E ele fala "Hail Bolsonaro Mito".
A polícia já identificou, no entanto, que o nome é parte de uma técnica da cultura Discord para culpar outra pessoa pelos ataques.
"A atrelação consiste em ameaçar, assediar, fazer doxxing, ou cometer outros crimes no ambiente virtual ou físico em nome de um inimigo com o objetivo de fazer com que o alvo da atrelação seja exposto e denunciado às autoridades pelo cometimento desses crimes. É uma tática usada para intimidação e vingança. Usada com muita frequência dentro dos chans e em panelas (servidores) do Discord", explica a pesquisadora Letícia Oliveira, que monitora grupos extremistas.
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