Por Pedro Zambarda, editor. Originalmente publicado no Drops.
Em primeiro lugar: Não conheci pessoalmente a Paola. Mas trabalhamos juntos. Primeiro participei de uma live do canal Farofeiros. Depois, fiz parte da campanha Brasil Parasita, denunciando o negacionismo da Brasil Paralelo, com Paola Costa. Entrevistei ela no Meteoro Brasil sobre a história do Camarote da República. E ela se tornou plantonista do Meteoro comigo.
E conversei com ela, também, em uma live da Folha TV.
Vai ter gente com muito mais história a contar sobre ela do que eu. Mas acho importante escrever e publicar sobre ela sim.
Paola construiu, durante a pandemia da Covid-19 e o governo negacionista de Jair Messias Bolsonaro, um dos perfis mais influentes, no X/Twitter e no BlueSky, para combater o negacionismo e a desinformação que é o Camarote da República. Fez outros perfis de informações – todos plugados no hardnews com notícias, infográficos, vídeos e informações.
A ponto de serem comentados na CPI da Covid e em eventos públicos de relevância no cenário nacional.
Paola Costa faleceu ontem. E o que mais sinto a respeito da sua partida não é a perda de alguém próximo, como outros amigos dela poderão descrever melhor. Mas sim a ida de uma pessoa do nosso grupo de trabalho, uma companheira de trincheira. O que me faz pensar que devemos proteger mais os nossos.
Paola partiu jovem, defendendo a ciência, a medicina, a política e uma sociedade mais decentes do que querem a extrema direita e seus fanáticos no mundo.
E, por coincidência, eu estava relendo Albert Camus na madrugada passada, sobre o conceito do absurdo. O absurdo é a desconexão com o passado e com o futuro. E o momento da ida de Paola é, de fato, um absurdo.
Caberá a nós, que estamos aqui, dar o significado para o grande trabalho de Paola no Farofeiros, no Meteoro, no Camarote e em mais projetos que ela fez parte. No entanto, a falta dela é o absurdo em sua concretude.
Temos que cuidar dos nossos. Lembrar dos nossos e lutar contra o que torna a nossa sociedade pior.
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