Senado aprovou, nesta terça (28), o PL dos Agrotóxicos, chamado de PL do Veneno por ambientalistas, que facilita a liberação das substâncias tóxicas e muda regras de fiscalização. O texto segue para sanção presidencial. Criticado nos últimos anos, o PL do Veneno dividia o governo Lula.
Em lados opostos estavam os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura, a favor do projeto; e Marina Silva, do Meio Ambiente, contra. Depois de manifestações e pressão de ambientalistas, o Senado aprovou o texto com uma mudança para que os dois órgãos participem do processo.
A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) manifestou repúdio contra a aprovação pelo Senado em nova enviada à Folha Democrata. Para a parlamentar indígena, a aprovação é uma “resposta violenta” ao planeta em plena semana da realização da COP 28, em Dubai.
“Em pela semana da realização da conferência do clima, a COP 28, é aprovado no Congresso o PL do Veneno, sendo que a cada ano um milhão de pessoas em todo mundo é intoxicado de forma involuntária por agrotóxicos”, declarou a deputada indígena. “Quem é que não sabe que no Mato Grosso do Sul é realidade as mulheres Guarani Kaiowá têm tido os filhos envenenados ainda no útero da mãe por agrotóxicos contaminação em áreas de terras indígenas?”
A deputada lamenta que, enquanto o mundo inteiro está se reunindo para buscar soluções climáticas, o Congresso se preocupe em “passar a boiada” aprovando o PL do Veneno.
“A saída para combater o veneno ilegal, não é legalizando através de PL, porque todas essas mortes causadas por agrotóxico elas são violentas e nós não reconhecemos e nem conhecemos ecocídio que seja legal”.
Célia é professora ativista indígena do povo Xakriabá em Minas Gerais. ela a primeira mulher indígena a ser eleita deputada federal por Minas, com 101.078 votos.
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