Por Pedro Zambarda, editor.
A Polícia Federal realizou, em 25 de outubro de 2024, uma operação contra suposta associação criminosa voltada para o desvio de recursos públicos por meio de cota parlamentar. Um dos alvos de busca e apreensão é o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). As informações da PF são baseadas em uma apuração realizada primeiro pelos canais O Historiador e Folha Democrata em junho de 2023.
A apuração de Carlito Neto e de Pedro Zambarda, sendo que Carlito teve acesso direto aos documentos, são os dois textos mais lidos desta Folha Democrata.
A investigação da polícia
PF cumpriu mandados contra assessores dele. Mais de R$ 70 mil foram apreendidos na casa de um assessor. A cota parlamentar é a verba cedida a deputados e senadores para custear despesas decorrentes do exercício da função, como eventuais passagens aéreas, alimentação em viagens, etc.
Segundo as investigações, esse dinheiro estaria sendo enviado à empresa Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), criada por meio de documentos falsos e que estava em nome de um assessor do deputado Gayer.
Os delitos investigados são: associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato-desvio.
A investigação da PF aponta uma falsificação na Ata de Assembleia da constituição da OSCIP, consistente em data retroativa (ano de 2003). Porém, segundo os investigadores, o quadro social à época seria formado por crianças de um a nove anos.
Cerca de 60 policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF), Cidade Ocidental (GO), Valparaíso de Goiás (GO), Aparecida de Goiânia (GO) e Goiânia (GO).
O que diz a reportagem da Folha Democrata de um ano antes
Carlito Neto apontou, com documentos e comprovantes de pagamento, que Gustavo Gayer tem um gabinete no Setor Bueno, em Goiânia, onde também funciona a empresa Academia Gayer LTDA, de cursos que não tem relação direta com as atividades parlamentares. O uso da mesma estrutura de deputado para negócios privados pode configurar crime de peculato, conhecido como "rachadinha", pelo parlamentar.
Esse crime de peculato foi apontado pela PF posteriormente, somados a outros possíveis delitos.
Gayer também diz que tem o filho dono em uma empresa chamada DESFAZUELI, cujo endereço é da companhia de redes sociais que presta serviços ao deputado. Um sócio da DESFAZUELI também está na "Academia" do parlamentar.
DESFAZUELI também foi alvo da Polícia Federal.
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